domingo, 20 de março de 2022

Vídeo de apresentação do blogue

Hoje, aproveitando o dia de chuva que estava, pensei em TODOS vocês e elaborei um vídeo de apresentação do nosso blogue.  Em pouco mais de um minuto, tenho a certeza que vão quer ler tudo o que está no nosso blogue! Porque todos SOMOS IGUAIS!


Artigo da revista comunicar

 Hoje tive a oportunidade de ler um artigo da revista Comunicar, cuja leitura recomendo, pois espelha de que forma as aplicações informáticas podem contribuir para o ensino e aprendizagem dos alunos, e, naturalmente, de que forma promovem  a inclusão. O artigo chama-se " Safe and inclusive educational apps: Digital protection from an ethical and critical prespective", e está disponível na revista para quem quiser consultar. Deixo-vos, ainda, um mapa mental, elaborado por mim, para que possam se inteirar um pouco mais do motivo de vos recomendar a leitura. 




quarta-feira, 16 de março de 2022

Recursos Tecnológicos

 Após ter-vos deixado algumas barreiras que as pessoas com deficiências enfrentam no dia à dia, hoje, deixo-vos alguns Recursos Tecnológicos que podem ser utilizados com pessoas com Deferência Motora,  procurando que estas pessoas tenham a maior dignidade possível. Veja-os aqui.  

domingo, 13 de março de 2022

A vida de Maria!

Se o vídeo de animação, que postei anteriormente, fez-vos refletir de uma forma animada, hoje deixo-vos uma história para refletir ainda mais sobre as barreiras arquitetônicas, que ainda existem em muitas cidades. Deixo-vos uma história fictícia, mas que muito nos fará refletir sobre a importância de se dissipar as barreiras arquitetônicas que existem nas cidades. Apesar de ser uma história fictícia, existem muitas "Marias", que precisam de uma cidade sem que seja "descapacitada"! 

Acompanhe aqui!


Sejamos todos  MARIA!

Existem barreiras arquitetônicas?

 Olá, seguidores, na vossa cidade, existem barreiras arquitetônicas? Respondam nos comentários, e enviem-me fotos se encontrarem algumas. Deixo-vos um vídeo de animação para refletirmos todos! 





sexta-feira, 11 de março de 2022

A Paralisia Cerebral, o que é e como trabalhar!

 E já que estamos a falar em Paralisia Cerebral, deixo-vos aqui uma apresentação em slideshare sobre Paralisia Cerebral  elaborada por mim, que pode ser útil para  compreender  e ajudar crianças com esta problemática. 

Como lidar a Paralisia cerebral?

Aqui, deixo-vos uma entrevista que explica como lidar com uma criança com Paralisia Cerebral. Por vezes, nós professores, temos de incluir uma criança com paralisia Cerebral, e não sabemos como. Em primeiro lugar é importante entender o que é, e como trabalhar. Veja a entrevista!




Como incluir uma criança com Paralisia cerebral - "Cordas"

 Hoje deixo-vos uma animação, "Cordas", que é um clássico sobre a inclusão de uma criança com  criança com Paralisia  Cerebral. Uma animação que muito nos ensina, e emociona, e explica como é possível e maravilhosa a inclusão. Confesso-vos que sempre que a vejo, aprendo coisas novas, e emociono-me, por isso não poderia de deixar de partilhar este vídeo com vocês! A inclusão é possível, necessária e urgente! 




quinta-feira, 10 de março de 2022

Materiais de apoio para trabalhar com crianças cegas.

Para quem ficou assustado como trabalhar em sala com uma criança cega não se preocupe, aqui vou deixar alguns materiais para que possam conhecer e usar em sala de aula trabalhando a área da matemática e de linguagem. 


Matemática 

1. Cubaritmo

O cubaritmo é um material didático que foi utilizado para realizar operações aritméticas. Consiste em uma caixa de madeira com uma grade de metal na parte superior e uma gaveta na lateral. Na gaveta ficam guardados pequenos cubos com gravuras em braille nos cinco lados, sem sinal numérico. Com a mesma face, é possível montar mais de um número, sendo necessário apenas alterar sua posição no material. Na sexta face, há uma linha utilizada para representar os sinais operativos. Os cubos são colocados na grade de metal, onde as contas são montadas à medida que os videntes as resolvem com lápis e papel.


2. Soroban

O Soroban foi adaptado para cegos, que foi desenvolvido para facilitar a resolução de cálculos, sendo capaz de realizar adição, subtração, multiplicação, divisão, raízes e potências, de números naturais, decimais e frações.



Linguagem 

3. Braille 

É um instrumento onde o aluno descobre as letras através de pontos, para que possa tocar e sentir qual palavra está escrita.




4. Audiolivro 

São livros onde as crianças podem ouvir a história, enquanto navegam e tocam nas imagens.

Referências 

Antundes, M. (2018). Conceitos de baixa visão e a sua ortografia.

Gonella, G. (s.d.). https://pedagogiaaopedaletra.com/a-inclusao-de-criancas-com-necessidades-especiais-na-rede-regular/. Obtido de ABC Pedagógia ao pé da letra.

Mendes, R., Gomes, A., & Sílvia, C. (2021). A Deficiência Visual e a Baixa Visão: estado da arte das pesquisas.

Romagnolli, G. (2008). Inclusão de alunos com baixa visão na rede pública de ensino. Curitiba.

Romagnolli, G. (s.d.). Inclusão do aluno com baixa visão na rede pública de ensino: procedimentos dos professores.

 




E se o professor se colocar no lugar de uma criança cega?

Por vezes para que percebamos, as dificuldades de um aluno temos de procurar experimentar. Já pensaram como é a vida de uma criança cega? Nesta mensagem deixo um desafio a todos os professores e se quiserem partilhar as respostas, podem colocar nos comentários. 

1. Tapa os olhos com um tecido e experimenta as seguintes tarefas que fazemos no dia a dia, tais como: lavar os dentes; servir uma comida a um convidado; e tomar banho.

2. Quais foram as três principais sensações que sentiste em cada experiência?

3. Quais foram as três principais barreiras que sentiram em cada experiência?

4. Quais foram as três principais barreiras que sentiste em cada atividade?

5. E agora que experimentaste um pouco do dia a dia do teu aluno, como o que podes fazer para melhorar a sua aprendizagem?


Contributo das TIC no desenvolvimento de sequências!


Este é um exemplo de como utilizando as TIC podemos criar sequências mentais a crianças que apresentem dificuldades na sequências de acontecimentos. Este vídeo foi criado em contexto de sala de aula, por um aluno com dificuldades cognitivas. As TIC podem ser uma ferramenta para auxiliar o raciocínio lógico. 
 



Como desenvolver o gosto pela leitura usando as TIC?

 As TIC podem ser uma ferramenta facilitadora para desenvolver a leitura, a compreensão leitura, e mesmo o gosto pela escrita. O vídeo que se segue foi elaborado num contexto de sala de aula, crianças com dificuldades na expressão escrita. A história foi criada por mim, em conjunto com os alunos e as imagens foram feitas pelo grupo de alunos, na aula de Educação Visual. Desta forma, os alunos participaram na escrita esquecendo as suas dificuldades, e o resultado foi espantoso...





Que medidas a adotar?

 Após o diagnóstico feito ao aluno, se acordo com o Decreto-LeiN.º54/2018 devemos propor medidas de suporte
à aprendizagem.

Abaixo, sugere-se algumas que possam ser utilizadas.


 a) Diferenciação Pedagógica  

  

Ensinar o vocabulário previamente

Adequar a linguagem às características dos alunos

Apresentar os mesmos conteúdos de forma diferente 

Disponibilizar material suplementar



  

b) Acomodações Curriculares  

 - Remoção de barreiras na organização do espaço e do equipamento  

  

Sentar o aluno de frente para o quadro

Sentar o aluno perto do professor/apresentação

Ficar de pé junto ao aluno quando está a dar orientações/apresentação

Sentar o aluno junto de um colega modelo positivo



  

 - Apresentação de conteúdos / Realização de tarefas/fichas de trabalho  

  

Facultar pistas visuais (imagens, gráficos, destacar a negrito, utilizar cores diferentes…)

Assegurar que as orientações são compreendidas

Facultar esboços escritos/notas orientadoras/notas impressas

Segmentar apresentações longas

Apresentar os conteúdos com recurso a situações do quotidiano/vida real

Escrever palavras-chave no quadro

Facultar tempo para responder a perguntas

Explicitar, previamente, o vocabulário mais técnico/científico

Modelar/demonstrar/simular conceitos

Permitir a consulta de apontamentos/notas

Formular perguntas objetivas e diretas

Elaborar fichas de trabalho com itens diferenciados (correspondência, V/F, escolha múltipla, ...)

Dar pistas para facilitar a compreensão das questões


- Realização de testes e outros instrumentos de avaliação  

  

Facultar pistas visuais (imagens, gráficos, destacar a negrito, utilizar cores diferentes…)

Assegurar que as orientações são compreendidas

Aplicar testes curtos em vez de longos

Formular perguntas objetivas e diretas

Usar testes orais

Elaborar testes com itens diferenciados

Facultar o teste em outro formato

Permitir que o aluno responda através do computador

Permitir a transcrição do teste

Permitir a realização do teste em outro local

Permitir a realização do teste em outro horário

Atribuição de tempo extra

Critérios de correção e classificação específicos para alunos com perturbação da leitura e da escrita

  

- Competências organizativas  

  

Treinar competências organizativas

Utilizar um bloco de notas com as tarefas e os trabalhos de casa

Permitir pausas em tarefas longas


- Comportamento  

  

Utilizar estratégias de autorregulação

Utilizar regras simples e claras

Reforçar positivamente o aluno


c) Enriquecimento Curricular  

  

Frequentar o apoio ao estudo/sala de estudo para tirar dúvidas ou reforçar competências 

Fichas de reforço para realizar em casa 

Frequência da biblioteca escolar


d) Intervenção com foco académico ou comportamental em pequenos grupos 


Beneficiar de um apoio mais individualizado nos conteúdos em que sente mais dificuldade

(frequência de apoio ao  estudo)

Orientação para o estudo

Orientação de competências sócio-relacionais

Oficina de competências da leitura e da escrita 


Como aferir as dificuldades dos alunos...

Ao longo das aulas, várias são as ferramentas que podemos utilizar para aferir as dificuldades dos alunos, de modo a adequar o ensino às suas dificuldades. Abaixo e de acordo com o Decreto-LeiN.º54/2018 podemos consultar um conjunto de dificuldades possíveis, para conseguir fazer um diagnóstico completo do aluno. 


Dificuldades diagnosticadas: 
Desinteresse pelo estudo e/ou incumprimento das tarefas propostas;
Falta de atenção/concentração Pouca participação na aula/sessões de trabalho;
Ausência de hábitos e métodos de trabalho;
Ausência de material necessário para trabalhar;
Ausência de pré-requisitos essenciais;
Ritmo de aprendizagem inferior à média;
Dificuldades na aquisição de conhecimentos/conteúdos;
Dificuldades na relacionação de conhecimentos/conteúdos;
Dificuldades na aplicação de conhecimentos;
Dificuldades na compreensão/interpretação de ideias/enunciados;
Dificuldades na seleção/organização de informação;
Dificuldades na leitura Dificuldades de expressão /compreensão oral;
Dificuldades de compreensão escrita;
Dificuldade de cálculo;
Dificuldade na resolução de problemas;
Dificuldade de raciocínio lógico e/ou abstrato;
Falta de perseverança e autonomia;
Dificuldade em cooperar/relacionar-se com os outros;
Dificuldade de integração a nível da escola Interesses divergentes dos escolares.

DECRETO-LEI Nº54/2018: como se aplica?

 De acordo com o Decreto-LeiN.º54/2018 quanto mais significativas e extensas forem as fragilidades do aluno, mais medidas e mais recursos serão necessários mobilizar.

A decisão sobre que medidas se irão mobilizar pertence à equipa multidisciplinar, a qual deve analisar a informação disponível, decorrente da avaliação e da monitorização sistemática da evolução do aluno.
Que medidas?

As medidas propostas no diploma estão enquadradas numa abordagem multinível, dividindo-se em:

  • Medidas Universais (respostas educativas que a escola tem para todos os alunos com o objetivo de promover a participação e a melhoria das aprendizagens);

  • Medidas Seletivas (respostas que visam colmatar as necessidades de suporte à aprendizagem, não supridas pela aplicação das anteriores);

  • Medidas Adicionais (respostas que visam colmatar dificuldades acentuadas e persistentes ao nível da comunicação, interação, cognição ou aprendizagens que exigem recursos especializados de apoio à aprendizagem e à inclusão).

 

A inclusão nas escolas em Portugal

 Rede escolar de Portugal 

Portugal é um país onde a escola é a maior ferramenta para o desenvolvimento do país, por tal, a rede escolar oferecida em Portugal divide-se entre escolas públicas e privadas desde o ensino pré-escolar até ao ensino secundário, onde os alunos terminam a sua escolaridade em obrigatória. Conta ainda com uma rede de escolas públicas e privadas nos países de língua oficial Portuguesa, como em Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor. Após este percurso os alunos contam com a possibilidade de ingressar no ensino superior em Portugal. 


Como se processa a inclusão nas escolas em Portugal?

Nas escolas portuguesas, cada aluno é respeitado de forma individual, e para isso, foi criado um Decreto-Lei que prevê que o aluno tenha medidas, sempre que as em determinada altura necessite, não sendo obrigatória a presença de um relatório médico, para se adequar o ensino a um aluno, em muitos dos casos. O Decreto-Lei N.º 54/2018 de 6 de julho, por muitos designado de “Diploma para a Educação Inclusiva”, pretende providenciar oportunidades de aprendizagem efetivas para todas as crianças.

Este diploma vem promover uma visão mais abrangente da escola e do processo de ensino -aprendizagem. Vem pedir que se olhe para a escola como um todo, abarcando a multiplicidade e a interação das suas dimensões. Vem alertar para o facto de qualquer aluno, em qualquer momento do seu percurso académico, necessitar de medidas de suporte à aprendizagem.

Para isso, tem em conta o perfil de aprendizagem de cada aluno, assente numa lógica de diferenciação pedagógica, que recorre a medidas de suporte à aprendizagem para garantir equidade e igualdade de oportunidades de acesso ao currículo, de frequência e de progressão no sistema educativo.

Antes de julho de 2018, as medidas de apoio existentes, eram apenas dirigidas a alunos com necessidades educativas especiais.

Atualmente, o “novo” sistema educativo baseia-se na diferenciação pedagógica, dirigindo-se assim a todos os alunos, independentemente da existência de um diagnóstico de uma perturbação de aprendizagem específica e/ou de outra de caráter permanente ou temporário.

Para início de conversa...

 Hoje acordei, e como habitualmente apercebi-me que havia algo no meu rosto diferente, nada mais era do que uma borbulha no rosto, mas, confesso, que por estar diferente do habitual, senti-me irritado! Um verdadeiro (des)igual. Claro que resolvi o problema com uns cremes que tinha e rapidamente sai de casa. 

Ao sair de casa, vi uma grande multidão de pessoas, pareciam tão parecidas à distância, todas com roupas semelhantes! Quando lá cheguei, deparei-me com inúmeras diferenças entre as pessoas, umas eram mais altas, outras mais baixas, uns ruivos outros morenos, uns caminhavam ouvindo música, e eu apenas observa.  
Deparei-me com um pensamento, o pensamento de que todos nós somos únicos, e que cada individuo comporta-se e apresenta necessidades destintas, somos tão iguais e tão diferentes, não só entre em indivíduos diferentes, como nas habituais mudanças que vamos sentido! Neste âmbito, nas escolas, temos de atender à diversidade dos alunos, e por tal, senti a necessidade de criar este blogue que pretende servir de apoio aos professores na sua prática letiva, de forma a promover uma prática de inclusão, respeitando a diversidade de cada um.

Projeto (In)diferenças || Impossível não se emocionar!

Hoje, recordei um projeto que participei no ano de 2010, no âmbito de um concurso escolar "Escola Alerta". Estas temáticas, eram e...